Ferramentas alternativas para fugir das big techs

Algumas das ferramentas que tenho usado no dia a dia como alternativas às que as big techs querem empurrar. A lista inclui serviços de email, redes sociais, e outros.

Ferramentas alternativas para fugir das big techs
Foto postada pelo próprio Zuckerberg durante o World Mobile Congress em 2016

Sempre gostei de experimentar coisas novas no computador. Algumas me ensinaram bastante, como a primeira vez que usei o Front Page para criar um lindo site hospedado no .hpg (ou home page grátis, para o contexto dos jovens). Outras foram por mera curiosidade, como quando, em um emprego trabalhando com social media, testei um revolucionário navegador de internet que me deixava postar links das coisas que estava vendo diretamente nas redes sociais. O fato de eu nem lembrar o nome desse último mostra que o negócio não deu muito certo.

Experimentar essas coisas só pelo prazer de descobrir algo novo fez com que, ao longo dos anos, eu testasse um pouco da vida com aplicativos ou serviços que iam além daqueles oferecidos pelas Big Techs. Experimentei editar minhas fotos e criar pixel art no Gimp em vez do Photoshop. Perdi as contas de quantas versões do Ubuntu ou do Linux instalei em computadores antigos para ver como funcionariam. Quando comecei a aprender 3D na faculdade de games, via o que fazíamos no software da Autodesk e tentava replicar no Blender (que hoje é uma ferramenta maravilhosa).

Isso tudo me deixou bem confortável usando programas que, para quem está acostumado com as conveniências dos serviços que vivem das nossas almas, têm um pouco de “aspereza” e uma curva de aprendizado maior.

Está cada vez mais claro que é perigoso depender só das coisas que as Big Techs oferecem “de graça” (como o Gmail, Chrome, Drive, Google Fotos, Maps, etc.), pagas com cobranças abusivas ou oferecendo qualidade e serviços terríveis. Então fui experimentar mudar mais uma vez.

Alguns dos motivos que me levaram às mudanças foram:

  • A inclusão de IA em coisas que eu não quero que tenham IA (Gmail, eu não quero um resumo de um email de uma linha. Office, não quero conversar com a minha planilha);
  • A infeliz prática de que todo software pago hoje em dia não pode ser comprado. Tudo é uma assinatura (pago muito feliz para comprar um programa, só não me obrigue a te pagar todo mês);
  • A degradação constante das buscas na Internet (o Google é só um mecanismo de busca de anúncios que alimenta a criação de conteúdo com SEO para robôs);
  • A performance terrível de alguns programas (o Chrome deve ser responsável por usar metade da RAM do mundo. O Windows parece ter sido criado especificamente para torturas psicológicas).

Isso, além de outras questões mais amplas. O quão sustentável é, por exemplo, uma única empresa cuidar da minha correspondência digital, identidade online, fotos de todos os rolês que fiz na última década, documentos de trabalho, senhas etc.? E se o Google resolver que amanhã vai apagar minha conta, que eu violei termos de uso arbitrários, ou que vai entregar todas essas informações pra uma IA qualquer fazer o que quiser com elas? Independentemente da vontade deles, e se alguém tem acesso à minha conta do Google? Vai ter acesso à minha vida toda?

Não sou nenhum especialista em cibersegurança. Não conheço pessoalmente nenhuma das pessoas ou equipes por trás dos programas que escolhi usar. Em muitos casos, não preciso de ferramentas super avançadas que os softwares mainstream atuais oferecem (o diferencial que vendem hoje é só o de ferramentas com IA). Mas como encontrei um conjunto de serviços e programas que têm me deixado bem confortável e não causaram quase nenhum problema de transição, queria compartilhar alguns deles aqui.

Essas, claro, são minhas escolhas e certamente não as únicas que existem. Inclusive, recomendo essa exaustiva lista que publicaram no GitHub com serviços e aplicativos alternativos aos oferecidos nos Estados Unidos.

Organizei os tópicos a seguir por atividade, então alguns deles podem trazer mais de um app ou serviço.


Substitui: Chrome, Microsoft Edge

Logo do Mozilla Firefox

Para falar a verdade, o Firefox pode estar prestes a sair dessa lista por conta das mudanças recentes anunciadas pela Mozilla. Mesmo assim, ainda não migrei para outra alternativa.

Comecei a usar o Firefox há alguns anos. Na época, me irritava ao ver que o meu computador andava lento e travando demais, mesmo quando não tinha, supostamente, nenhum programa aberto que usasse muito processamento. Quando fui investigar, descobri quem era o grande vilão: o Google Chrome, roubando quase toda a força do computador para si mesmo e alimentando as abas abertas sem necessidade. Quando troquei para o Firefox, vi melhorias imediatas.

Ao longo do tempo, passei a ficar ainda mais satisfeito com o navegador também pelos plugins disponíveis, incluindo bloqueadores de anúncios e rastreadores que o Chrome não deixa ninguém instalar para garantir que você continue assistindo a propagandas no YouTube (também do Google).

Além de tudo isso, a versão do Firefox para o Android é maravilhosa, oferecendo tudo o que a de desktop oferece e permitindo a sincronização de abas entre si.

Ainda cogitando alternativas, estou pensando em experimentar o Waterfox, uma versão do navegador feita por quem quer deixá-lo livre de IA.

Buscar coisas na Internet — DuckDuckGo

Substitui: Google, Bing

Logo duckduckgo

Já faz tanto tempo que as buscas do Google têm oferecido resultados terríveis. Por isso, não me surpreende que a maioria das pessoas tenha passado a “pesquisar” diretamente em chats de IA ou em redes sociais como o TikTok. Se eu faço uma pergunta qualquer no Google, sou incomodado por dezenas de anúncios antes de chegar a um resultado de verdade, ou por um resumo de IA que inventa mais história do que a Sherazade.

Enquanto isso, outros mecanismos de busca ainda fazem o que o Google um dia fez bem e que dizia ser sua missão: organizar a informação do mundo e deixá-la universalmente acessível e útil (é interessante como conseguiram fazer o contrário de todas essas coisas). Entre os que testei, o DuckDuckGo foi o que mais gostei.

O DuckDuckGo nasceu em 2008 como um mecanismo de busca simples. Ao longo dos anos, passou a incluir funcionalidades voltadas à privacidade das buscas, como o bloqueio de rastreadores. Logo entrou como uma alternativa aos mecanismos mais conhecidos na maioria dos navegadores (você pode escolher ele como padrão ao invés do Google no Firefox, por exemplo), lançou seu próprio app focado em navegação com privacidade e, o melhor de tudo, passou a oferecer resultados melhores do que o Google em uma página muito mais limpa.

O DuckDuckGo tem sido meu mecanismo de busca principal há mais de 4 anos.

E-mail — Proton

Substitui: Gmail, Outlook, outros

Do mesmo jeito que aconteceu com o Hotmail no início dos anos 2000, hoje parece que os únicos serviços de e-mail disponíveis na Internet são o Gmail e o Outlook. Quase todo mundo tem seu e-mail em um desses dois. O Gmail é muito conveniente porque ele está atrelado a uma série de serviços do Google, então acaba ganhando pela inércia. Mas eu não queria que toda a minha correspondência digital também ficasse ali.

Isso só se reforçou recentemente quando, para a nossa conveniência, o Gmail passou a oferecer o assistente de IA Gemini que pode ler todos os e-mails que você trocou nos últimos quinze anos para te conhecer melhor e encontrar o que você procura.

O serviço mais duradouro da história da Internet ainda tem alternativas, muitas mais seguras e confiáveis do que as oferecidas por Google e Microsoft. Eu escolhi usar o email da Proton.

A Proton tem sede na Suíça e se propõe a oferecer um serviço muito mais seguro do que os demais. Todos os e-mails trocados entre contas Proton são criptografados por padrão. Os que são enviados para outros serviços também podem ser, desde que estes também ofereçam criptografia. Todos os e-mails e mensagens da sua caixa de entrada ficam guardados no servidor também criptografados. Assim, ninguém consegue acessar o conteúdo dos seus e-mails.

Gostei da interface mais limpa e simples do Proton logo de cara. O plano gratuito oferece espaço suficiente para uma conta de e-mail normal, mas existem também planos pagos que vêm com serviços adicionais como uma VPN, um gerenciador de senhas e até o Proton Drive, do qual falarei a seguir. Também gostei de que, com o Proton Pass, posso criar endereços de e-mail alternativos e únicos para usar em cadastros pela Internet. Assim, se algum serviço vazar minhas informações, ele não revela meu e-mail de verdade (além de me contar exatamente onde aconteceu o vazamento).

Guardar coisas na Internet — Proton Drive, Mega

Substitui: Google Drive, Dropbox

Logo Proton Drive

Do mesmo jeito que não quero dar todos os meus e-mails para uma empresa que vai querer usar seu conhecimento sobre mim para me vender anúncios, não quero entregar meus arquivos pessoais. Para armazenar suas coisas online (e todas as fotos do seu celular), também existem opções.

Como me interessei pelas vantagens da Proton e estou com o plano pago, passei a usar o Proton Drive com 500 Gb disponíveis. Assim como o Google Drive ou o Dropbox, também consigo instalar um aplicativo no computador que sincroniza os meus arquivos e mantém um backup ativo. Ele também tem um app no celular e é tão fácil de usar quanto qualquer outro.

Além do Proton, já experimentei também o Mega, um serviço na Nova Zelândia que dá até 20 Gb gratuitos e muito mais nos planos pagos.

Essa talvez tenha sido a mudança mais fácil que fiz. Da próxima vez que o Google começar a fazer terrorismo psicológico dizendo que seu armazenamento está quase cheio (mesmo ainda com 20% disponível), quem sabe não vale a pena experimentar outro.

Anotar coisas importantes — Joplin

Substitui: Notion, Google Keep, Apple Notes, Evernote

Logo do Aplicativo Joplin

É inimaginável a quantidade de aleatoriedades que vivem nos meus aplicativos de notas. Tenho desde ideias para histórias até dados de médicos que colei ali quando estava pedindo um reembolso para o convênio. Eu só percebi o valor de ter um sistema de notas acessível em qualquer lugar quando passei a usar um celular Android e saí do macOS para o Ubuntu. De repente, sem a sincronização da prisão do ecossistema Apple, ficou um pouco mais complicado anotar qualquer coisa em algum lugar que pudesse ver sempre que precisasse.

Comecei então a procurar opções. A mais antiga e conhecida era o Evernote, mas bastou um dia de experiência para ver que o aplicativo tinha um limite de quantos dispositivos podiam sincronizar minhas notas, além de alguns problemas de sincronização que logo me desagradaram. Testei então o Google Keep, mas todo aquele caos que faz tudo parecer uma grande parede de post-its também não era o que eu precisava.

Ouvi muitas recomendações boas do Notion. Quando fui usá-lo, achei um pouco demais. Perdi mais tempo deixando as coisas bonitinhas do que de fato anotando qualquer coisa, além de precisar me conectar sempre para escrever lá (tenho mania de anotar coisas quando estou sem Internet, como no avião). Até que apareceu o Joplin.

Joplin é um aplicativo open source que serve como uma biblioteca de cadernos pessoais. Você pode deixar suas notas soltas ali ou criar cadernos diferentes. Também dá pra criar cadernos dentro de outros cadernos se você gosta mesmo de organizar tudo. O app, para a minha alegria, funciona em Android, iOS, Windows, macOS e Linux. O que quer que você use como interface para o mundo digital, provavelmente vai conseguir usar o Joplin por lá.

O app guarda todas as suas notas no dispositivo, então você consegue acessar o que quiser, quando precisar. Mas também consigo sincronizar. O Joplin oferece um serviço de nuvem por um preço, mas também deixa você usar outros serviços de armazenamento online que já tenha para sincronizar seus cadernos. Além disso, ao contrário da maioria dos serviços de notas, os arquivos locais também podem ficar armazenados como texto e usam linguagem markdown, colocando suas palavras numa cápsula do tempo à prova de morte de apps.

Mensagens — Signal

Substitui: Whatsapp, Telegram

Logo do Signal

Essa talvez seja a substituição mais difícil de fazer. Confesso que, apesar de dar grande preferência ao Signal, ainda não consegui abandonar o Whatsapp. Isso acontece principalmente pelo efeito de rede: é quase impossível ser um brasileiro vivendo em um grande centro urbano sem que tudo aconteça por ali. É o que usam para marcar consultas médicas, onde o mecânico me manda o orçamento do conserto, onde os grupos do condomínio e de um curso que você fez em 2023 estão.

Mesmo assim, sempre que posso, tento usar alternativas. As pessoas com as quais trabalho também estão dentro da bolha de tecnologia, então com elas consigo sempre usar o Signal, minha alternativa favorita.

Além da clássica segurança de ter criptografia de ponta a ponta por padrão desde o início, o app não é de uma Big Tech bilionária, não pretende comercializar meus dados, não colocou propagandas nas mensagens, não empurrou um bot de IA meia-boca para viver de penetra nas minhas conversas e, de quebra, é o que tem ajudado dissidentes e jornalistas no mundo todo a se comunicarem de forma segura.

Sistema Operacional — Ubuntu

Substitui: Windows, MacOS

Logo do Ubuntu

Eu odeio o Windows desde que comecei a usar computadores. O primeiro PC que realmente foi meu veio com o terrível Windows Millennium. O sistema sofria de inúmeros problemas. Um deles era entrar em processos infinitos que deixavam o computador lento e inutilizável, e que se resolvia de uma maneira não ortodoxa: criar um novo usuário e passar a usá-lo como primário. Quando troquei de computador, é capaz de ter feito isso pelo menos três vezes.

Algum tempo depois, descobri que a vida não precisava ser assim, que existiam alternativas. Então fui testá-las. O Ubuntu foi a primeira delas. Na época, você podia pedir um CD de inicialização gratuito e o receberia em alguns dias pelo correio. Rodei ele direto do CD e gostei das diferenças do sistema de cara. Mas, como dependia de muitos programas para a faculdade que só existiam no Windows, não podia fazer dele meu sistema operacional principal.

Com o tempo, passei a usar macOS quando consegui comprar um MacBook em uma viagem. Mas eu sabia que essa não era uma solução final. Primeiro, porque eu não estava disposto a pagar os valores absurdos pelos computadores da Apple quando o meu morresse. Além do mais, em nome do bom funcionamento, o Mac restringe demais o que posso ou não posso fazer.

Quando comprei outro notebook pessoal, já pedi para que viesse sem o Windows instalado (o que me economizou uma quantia considerável). Assim começou a minha mais recente jornada com o Ubuntu.

O que um dia poderia ter sido uma transição difícil foi muito mais tranquilo do que eu imaginava. Hoje, com programas como o Bottles, consigo rodar apps de Windows sem malabarismos. Jogar também passou a ser muito mais fácil depois que a Steam investiu em promover a compatibilidade com o Linux para viabilizar o Steam Deck. Posso colocar qualquer jogo para rodar no Ubuntu sem pensar duas vezes.

Print da interface gráfica do ubuntu, mostrando a barra de ferramentas do lado esquerdo, e uma janela aberta para configurar o visual do sistema

Claro que, às vezes, o Ubuntu é permissivo até demais (não tente executar rm -fr / no terminal). Em muitos casos, precisei estar disposto a aprender como navegar pelo sistema para fazer tudo o que eu queria. Mas no final o que eu gostei foi exatamente isso: eu sempre consegui fazer o que eu queria.

Além do Ubuntu, existem outros sistemas ou distros do Linux, cada um com sua cara e funcionalidade diferentes. O Ubuntu é o mais famoso, mas se você não gostar, tenho certeza de que pode encontrar alguma outra variação que agrade.

Agora que vejo a inclusão da IA da Microsoft em todos os cantos do Windows 11, além de anúncios nos próprios menus (!!), fico muito feliz por conseguir viver longe do sistema operacional que me irritou por anos.

Gerenciador de Senhas — KeePass

Substitui: 1Password, Last Pass, Google Password Manager

Logo Keepass

Se você ainda não usa um gerenciador de senhas e usa a mesma senha para tudo, pare de ler aqui mesmo e vá pegar um. Qualquer um desses, até o do Google é melhor do que não usar nada. Sabe quando você se registrou em um site qualquer para comprar uma camiseta e usou a mesma senha do seu e-mail? É muito mais fácil que a loja de camisetas perca seus dados em um ataque do que o seu serviço de e-mail, mas se a senha é igual, podem acessar suas outras contas. Então, antes das recomendações, peço para que você se cuide na Internet.

Dito isso, existem várias opções já conhecidas, como 1Password e LastPass, mas a maioria delas é paga ou restringe o que você pode fazer na versão gratuita. Algumas, como as que são oferecidas pelos navegadores, são melhores do que nada, mas ainda assim bem inseguras. Então venho recomendar o KeePass.

O KeePass também é uma solução open source. Ele armazena e criptografa todas as suas senhas diretamente no seu computador. Lá você pode criar senhas novas, definindo cada uma delas pelo número de caracteres ou palavras que você quer. Também pode escolher se você quer uma senha completamente aleatória ou uma série de palavras que são mais fáceis de lembrar (e escrever). Com tudo isso no app, você só vai precisar se lembrar de uma única senha: a que você usa para abrir a base de dados do KeePass.

Além das senhas, você também pode usar o KeePass para guardar notas sobre a conta, como palavras de recuperação, definir sistemas de autenticação em dois fatores e umas coisas mais. Assim como o Joplin, também é possível usar um serviço de nuvem para guardar seu arquivo de senhas criptografado e sincronizá-lo entre dispositivos.

O KeePass também está em todos os cantos, com versões do app para Android, iOS, Windows, macOS e Linux.

Redes sociais — Mastodon, Feedly

Substitui: Twitter, Instagram, Facebook, etc

Mastodon Logo

A última coisa que vou citar nesse já gigantesco post é também a que mais impactou positivamente a minha vida. Parei de usar o Instagram há pouco mais de um ano. Não apaguei minha conta, afinal, trabalho com comunicação e às vezes tenho alguma tarefa do trabalho para cumprir lá. Mas acho que hoje posso dizer que se entro na rede uma vez por mês, é muito.

Há alguns anos, como refugiado do Twitter durante a sua ascensão nazista, criei uma conta no Mastodon. No começo, achei aquilo muito divertido. Era uma volta ao que o Twitter tinha sido lá em 2008, gerando conversas com pessoas de verdade. Passadas algumas semanas, comecei a entrar menos. Nunca ficava mais de 10 ou 15 minutos ali, porque eventualmente chegava ao fim dos feeds pelas poucas coisas que postavam lá. Com as migrações mais recentes, porém, encontrei muita gente nova para seguir e a rede anda mais agitada.

Ainda assim, não passo mais de meia hora ali. E isso é uma coisa maravilhosa. O Mastodon e o modelo federado que me permite acompanhar posts de outros tipos de redes me deram uma relação um pouco mais lenta com a Internet (se quiser saber mais sobre redes federadas, recomendo ler esse ótimo post da Elena Rossini).

Eu não quero ficar muito tempo numa rede. Quero entrar lá, ver o que está acontecendo, fazer minha contribuição e ir fazer outra coisa da vida. Percebo essa diferença nas minhas visitas mensais ao Instagram, que em poucos minutos já me deixa ansioso e com raiva.

“Ah, mas eu preciso de redes sociais pra saber o que está acontecendo no mundo!” Para começar, se informar pelas redes com informação priorizada e filtrada por algoritmos é uma desgraça. Você só vai se irritar ou se indignar com o que vê.

A minha solução para me manter informado foi: assinar newsletters de jornalistas ou de meios de comunicação que me mandam coisas uma vez por dia (numa sensação mais ou menos parecida com a de ler o jornal pela manhã) e voltar a usar RSS. Para esse segundo caso, uso o Feedly para receber atualizações diretas dos meus blogs e sites de notícias favoritos, cada um escolhido a dedo, com notícias ordenadas cronologicamente.

O resultado é uma vida digital menos caótica que gera menos ansiedade. Algo que desejo para todo mundo.


Como você foge das big techs?

Essas são só algumas coisas que me ajudaram. Em breve posso voltar com outras (como edição de imagem, escrita, etc.) que deixei de fora porque esse texto já ficou longo demais. Mas adoraria saber como você leva a sua vida digital longe das big techs e quais são as suas recomendações. Escreva pra mim ou me dê um alô no Mastodon.